CEI forma 200 jovens para o mercado de trabalho
Se para os jovens de hoje, o sonho de um bom emprego, um bom salário e uma vida estável parecia distante, no último dia 9 eles deram o primeiro passo para que isso pudesse tornar-se realidade. Com um diploma na mão e disposição para colocar a “mão na massa”, cerca de 200 estudantes se formaram nos cursos profissionalizantes oferecidos pelo Centro Educacional Integrado (CEI), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro.
Com idades que variam de 16 a 19 anos, os alunos que fizeram parte da 74ª turma de formandos do CEI, freqüentaram as aulas de fevereiro a julho deste ano. Aprovados nas mais diversas áreas como reparação de eletrodomésticos, serralheria, mecânica de refrigeração, elétrica e mecânica de automóveis, costura industrial, gráfica e elétrica de instalação, os recém-formandos já podem por em prática o que aprenderam.
Realizada a partir da vontade do fundador do CEI, o Desembargador Libórni Siqueira, a formatura dos estudantes é uma forma de reconhecer seus esforços e sacrifícios para cumprir uma etapa de suas vidas. Segundo ele, é preciso oferecer oportunidades a juventude para que ela possa buscar uma vida melhor, sem carência na educação e na saúde.
- O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos econômicos (Dieese) afirma que, para uma pessoa se alimentar, mensalmente, são necessários R$238. Considerando que a média da família brasileira é de quatro pessoas, seriam necessários quase R$ 1 mil, só em alimentação - comentou.
Presente no evento, o General de Exército Rubens Bayma Denys, paraninfo da turma, discursou e agradeceu por ser o escolhido para o posto. Além disso, fez questão de parabenizar o trabalho desenvolvido pelo CEI, que já beneficiou mais de 21 mil jovens.
- O assistencialismo, por si só, não contribui para o desenvolvimento do jovem carente. É preciso dar-lhe linha e anzol, e ensiná-lo a pescar. Isso é o que é feito aqui (CEI), e parabenizo esses jovens pela conquista dos seus diplomas, É uma alegria fazer parte do evento. Admiro a iniciativa privada que busca recursos para proporcionar oportunidade para os jovens. É o resgate da nossa juventude – defendeu o também ex-ministro.
Representando a primeira-dama e Secretária de Assistência Social de Duque de Caxias, Claise Maria Zito, o assistente social Ronaldo Lemos também foi presença marcante no evento. Para ele, o sistema de Educação na cidade é bom, mas o ensino profissionalizante do CEI faz diferença para os jovens de comunidades carentes.
- Para mim, o CEI é fundamental pois “agarra” os adolescentes e estes, por sua vez, agarram todas as oportunidades de entrar no mercado de trabalho. Eu mesmo já encaminhei muitos jovens para cá e hoje, todos trabalham e estão seguindo suas vidas. Além disso, é um alívio para as mães verem seus filhos buscarem um futuro. Isso não pode acabar nunca – declarou.
Além da formação profissionalizante, a formatura marca, também, o fim de uma longa aprendizagem. Além da teoria e da prática de cada curso, os alunos recebem noções de educação alimentar, humanismo, cidadania e realizam outras atividades. Prova dessa integração é que, mesmo após apenas quatro meses de convivência diária, o vínculo criado entre alunos e a equipe do CEI é duradouro.
Há menos de um mês empregado, o formando Jackson de Lima é fruto do trabalho desenvolvido pela instituição. Aos 19 anos, o estudante empenhou-se durante dois turnos para se especializar em áreas distintas, a Reparação de Eletrodomésticos e a Refrigeração. Mesmo com o expediente apertado, ele fez questão de estar presente na formatura.
- Pedi dispensa do trabalho para poder vir aqui pegar o certificado e me despedir dos meus colegas. Como eu estudei em dois turnos, formei um vínculo muito forte com as pessoas. Então, eu não posso deixar de estar aqui hoje para agradecer a todos do CEI por terem ajudado a proporcionar um curso deste nível para nós. Se não fosse isso, não estaríamos no mercado de trabalho e nem teríamos o conhecimento que temos - contou.
Apaixonado por tecnologia e pela aprendizagem, o estudante promete carregar a experiência pelo o resto da vida, agregando aos próximos passos que dará.
- Estou adorando. Tudo o que eu consegui pelo CEI foi muito bom, muito gratificante. Se eu não tivesse feito o curso eu não estaria tão empenhado no trabalho. Quem faz curso aqui só não trabalha se não quiser. É só ter força de vontade – afirmou.
|